Identificando o Glaucoma em um sopro!

23 de maio de 2017

Um procedimento indolor, seguro e rápido pode estar entre você e o conhecimento de uma doença silenciosa, mas extremamente perigosa: o Glaucoma. O exame da Tonometria, realizado para diagnosticar o Glaucoma, consegue medir a pressão intraocular – que normalmente se encontra aumentada na maioria dos diversos tipos da doença, que é a segunda maior causa de cegueira no mundo.

No dia 26 de Maio, o Dia Nacional do Combate ao Glaucoma, o Instituto de Oftalmologia de Curitiba (IOC) lembra da importância de realizar consultas periódicas com seu oftalmologista, já que o exame de tonometria é a única forma de identificar a doença, que pode levar à cegueira.

 

A tonometria pode ser associada a outros exames, como as estéreo fotografias do nervo óptico e as análises do ângulo camerular por gonioscopia, que contribuem para o diagnóstico do Glaucoma. “O IOC utiliza o OCT, a Tomografia de Coerência Óptica para analisar as alterações causadas pelo aumento da pressão intraocular no nervo óptico. Esse exame é muito detalhado, associado à medida da pressão intraocular, pela Tonometria, pois fornece muitos detalhes que não são visualizados nos tradicionais exames de stereo fotografia ou angiofluoresceinografia“, explica o diretor clínico do IOC, Luiz Geraldo Simões de Assis.


Você sabia?

O Glaucoma afeta atualmente cerca de um milhão de brasileiros, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, e é uma das principais causas de cegueira irreversível.

Como o Glaucoma afeta a visão?

O aumento da pressão intraocular danifica as fibras do nervo óptico, que fazem com que a visão periférica do paciente diminua, mantendo inclusive a visão central normal. A visão periférica é dificilmente notada pelo paciente e um glaucoma avançado permite que a pessoa inclusive consiga passar em um exame de trânsito, por exemplo, mas tenha dificuldades de atravessar a rua por não ter uma visão lateral funcional.

Por isso, inicialmente, sem consultar o oftalmologista, o paciente não sente nada e não tem como perceber o início da doença. Somente quando está em estágios mais avançados, quando o dano no nervo óptico progride, é que a visão central começa a apresentar comprometimento.

O ideal, portanto, é que a doença seja tratada antes desse ponto. A abordagem mais adequada para a doença é diminuir a pressão intraocular, antes que a lesão do nervo óptico aconteça.

 

Um paciente com Glaucoma pode inclusive passar no exame do Detran sem saber da doença.

 

Diagnosticada a doença, o paciente deverá seguir as orientações médicas e realizar os exames o mais breve possível, para adiantar o tratamento. Inicialmente, são utilizados colírios que diminuem a pressão intraocular e podem ser combinados com uso de laser nos casos de resistência à medicação. Nos casos mais avançados, é possível realizar o tratamento cirúrgico.

O glaucoma ainda não tem cura e, por se tratar de uma doença crônica, um dos grandes desafios que oferece é a aderência ao tratamento, que em muitos casos é abandonado pelo paciente. Alguns efeitos colaterais dos colírios, como alteração na visão, vermelhidão ocular e sensação de areia nos olhos causam desconforto e incomodam o paciente. Mas, para estabilizar o glaucoma, é imprescindível que ele não abandone os cuidados.

Conheça alguns fatores de risco para o desenvolvimento do Glaucoma:

– Idade acima de 40 anos;
– Histórico familiar da doença;
– Pressão intraocular elevada;
– Ascendência negra;
– Diabetes;
– Miopia;
– Trauma ocular;
– Uso de corticóides.

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