Mapeamento de Retina (Oftalmoscopia Indireta)

13 de novembro de 2017

Mapeamento de RetinaDurante uma visita regular ao seu oftalmologista, ele pode solicitar exames complementares aos já realizados na sala de consulta. Um destes importantes exames é o Mapeamento de Retina, também conhecido como Fundoscopia Indireta (ou Oftalmoscopia Indireta). Este exame é capaz de realizar uma avaliação mais completa da Retina, região localizada no fundo de olho e responsável por converter o estímulo luminoso do meio externo em imagens. Neste artigo, conheça o que é este exame, quando ele é indicado e que doenças pode diagnosticar.

O que é o Mapeamento de Retina?

O seu oftalmologista pode avaliar as condições da sua Retina de diversas maneiras. No exame básico realizado em consultório, a chamada Fundoscopia Direta (ou Oftalmoscopia Direta) é comumente utilizada para avaliar as estruturas do fundo de olho como a mácula, o nervo óptico e os vasos centrais da Retina.

Porém, este exame apresenta um limitante, que é a impossibilidade de avaliar a condição de regiões mais periféricas da Retina. Em alguns pacientes, portanto, há o risco de doenças que afetam a porção periférica da Retina passarem desapercebidas.

A maioria dos Descolamentos de Retina tem origem na periferia da Retina, podendo ser melhor visualizados com as pupilas dilatadas.

Essa dificuldade de avaliar as porções mais periféricas da Retina com a Oftalmoscopia Direta se dá pelo poder de refração da Córnea (a lente mais externa do olho). Ao realizar a convergência dos raios de luz para a porção central da Retina, a Córnea dificulta a visualização de porções retinianas mais afastadas do centro.

Como é feita a Fundoscopia Indireta?

O Mapeamento de Retina ou Fundoscopia Indireta é um exame não invasivo e realizado com a dilatação da pupila. A pupila, quando dilatada, permite um maior campo de visão da Retina. O procedimento é também indolor.

O oftalmologista utiliza, além do oftalmoscópio indireto (instrumento utilizado para avaliar as estruturas do fundo de olho), uma lente condensadora em sua outra mão, capaz de neutralizar o poder de refração da Córnea, o que aumenta o campo de visão da Retina. As lentes condensadoras têm diferentes poderes de refração (ou “graus”). Quanto maior a magnificação (zoom) oferecida pela lente, menor o campo de visão da Retina. Assim, a escolha do tipo de lente condensadora varia de paciente para paciente e o oftalmologista pode utilizar diferentes lentes ao longo do exame, para obter a visão de diferentes porções da Retina, com maior ou menor magnificação.

Durante o exame, seu oftalmologista também tem a disposição diferentes filtros: dentre outros, o filtro amarelo oferece proteção ao olho tanto do examinador como do paciente, enquanto filtros vermelhos podem ser utilizados para visualizar sangue, membranas e localizar alterações esbranquiçadas da Retina, quando presentes.

Ainda, é possível lançar mão de uma manobra conhecida por depressão escleral: com o auxílio de um instrumento conhecido por depressor escleral (ou da ponta de um cotonete), seu oftalmologista pode realizar uma leve pressão no globo ocular, que o permitirá visualizar ainda mais a região periférica da Retina. Esta manobra é especialmente útil em pacientes com sintomas como flashes de luz ou moscas volantes, ou ainda com alto risco de apresentarem Descolamento de Retina. No uso desta manobra, um leve desconforto pode ser sentido pelo paciente.

Isso permite visualizar estruturas periféricas como vasos sanguíneos, que podem sofrer alterações em diferentes doenças.

Indicações do Mapeamento de Retina

Este exame pode ser indicado em uma ampla gama de situações, tais como:

  • Pacientes com alto grau de Miopia (condição que predispõe o Descolamento de Retina);
  • Pacientes submetidos a cirurgia refrativa por laser LASIK;
  • Pacientes acima de 50 anos;
  • Diminuição da visão mesmo com o uso de óculos adequados;
  • Diagnóstico e acompanhamento de doenças que afetam o fundo de olho e a Retina (como a Retinopatia Diabética, a Retinopatia Hipertensiva e o Descolamento de Retina);
  • Portadores de sintomas como flashes de luz, moscas volantes (elementos escuros flutuando no campo de visão) ou com piora súbita da visão;
  • Na vigência de traumas oculares.

O Mapeamento de Retina é ainda muito útil em pacientes com opacidades da Córnea e/ou do Cristalino, como a Catarata. Devido à opacidade nessas situações, pois neste exame, a fonte luminosa mais intensa permite atravessar eventuais opacidades, facilitando a visualização do fundo de olho pelo seu oftalmologista.

Mapeamento de Retina dói?

Realizar o exame de Mapeamento de Retina não causa dor. Um leve desconforto pode ser sentido pelo paciente caso o oftalmologista utilize a manobra de depressão escleral, pois o instrumento depressor do globo ocular é posicionado, geralmente, em contato com a parte interna do olho. Porém, o desconforto é leve e não costuma causar nada maior do que um leve incômodo.

Posso voltar dirigindo para casa após a dilatação das pupilas?

Não é recomendado. Por isso, no dia do exame venha com um acompanhante, ou de táxi ou Uber. Após a dilatação de pupilas, a luz incomoda muito mais do que o normal, o que piora ainda mais nos dias ensolarados. Esta fotofobia prejudica o dirigir. Assim, deixe seu carro em casa neste dia.

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