Degeneração Macular Relacionada à Idade

Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI)

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) ou simplesmente Degeneração Macular (ou, ainda, Degenerescência Macular), é uma doença que afeta a Retina, localizada no fundo de olho. A Retina é a principal responsável pela formação das imagens, através da captação dos raios de luz do ambiente. Ela é a tela onde são projetados esses raios de luzes, que serão transformados em estímulo nervoso, chegando até nosso cérebro através do nervo óptico, para posterior interpretação.

O que é Degeneração Macular?

A Degeneração Macular acomete a Mácula, responsável pela nossa visão central. Quando ela está afetada, não é possível ver detalhes das imagens, tanto de perto como de longe. A periferia da visão, nesse caso, encontra-se preservada. Assim, ao olhar para um relógio, por exemplo, você poderá ver os números, mas não enxergará os ponteiros.

A Degeneração Macular Relacionada à Idade é bastante comum, sendo a principal causa de perda da visão em pessoas acima dos 50 anos.

Tipos de Degeneração Macular

Podemos classificar a DMRI em dois tipos:

Degeneração Macular Seca ou Atrófica: é a forma mais comum de Degeneração Macular, acometendo 8 a cada 10 portadores da doença. Ela é caracterizada pelo afinamento progressivo da Mácula com a idade, além do acúmulo crescente de drusas (pequenos depósitos amarelados na Retina, compostos por lipídeos), com perda progressiva da visão central.

Degeneração Macular Úmida ou Exsudativa: essa é a forma menos comum, porém mais grave da doença, acometendo 20% dos pacientes. Nesse tipo de Degeneração Macular, há a proliferação de neovasos na Retina, favorecendo o aparecimento de membranas que crescem sobre a Mácula, região central da Retina, responsável pela visão dos detalhes. Esses vasos, bastante frágeis, podem sangrar e eliminar outros líquidos, causando diminuição súbita da visão. A perda da visão, nesses casos, acontece mais rapidamente.

Sintomas da Degeneração Macular

A Degeneração Macular é uma doença que pode progredir com nenhum ou poucos sintomas. O principal sintoma é a perda da visão central, mas esta é percebida apenas em um estágio avançado da doença.

Outros sintomas incluem visão turva ou embaçada, visão de perto prejudicada, escotomas (pontos escuros na visão)  e distorções visuais.

Por isso, é extremamente importante realizar exames oftalmológicos com regularidade, para que o diagnóstico da doença possa ser realizado em estágios iniciais.

 

Diagnóstico através de exames

Exame de Fundo de Olho

O principal exame para realizar o diagnóstico da Degeneração Macular Relacionada à Idade é o Exame de Fundo de Olho (EFO), realizado após a dilatação da pupila. Nesse exame, poderão ser detectadas as drusas maculares e, no caso da Degeneração Macular Exsudativa ou Úmida, também podem ser detectados os novos e frágeis vasos retinianos. Outras alterações da doença também são encontradas com esse simples exame.

Angiofluoresceinografia

Neste exame, também conhecido como Angiografia Fluoresceínica, é realizada a injeção de contraste fluorescente intravenoso e o fundo de olho é observado com uma câmera especial.

Ela é especialmente importante quando há a suspeita de Degeneração Macular Úmida (formação de neovasos na Retina) após análise do fundo de olho.

Tomografia de Coerência Óptica (OCT) Macular

A OCT Macular é um exame não-invasivo, de alta resolução, atualmente indispensável para a avaliação de pacientes portadores de Degeneração Macular. A Tomografia de Coerência Óptica é capaz de detectar drusas, neovasos, avaliar a espessura da Mácula e acompanhar a evolução do tratamento.

O IOC, uma das primeiras clínicas do Brasil a realizar a OCT, utiliza esse exame para avaliação de todos os pacientes portadores de Degeneração Macular desde 2011. Com essa tecnologia, é ainda possível realizar a Angiografia Digital sem Contraste Endovenoso, procedimento realizado na clínica desde 2016.

Tratamento da Degeneração Macular

Infelizmente, hoje ainda não há tratamento para a Degeneração Macular Seca ou Atrófica, responsável por 80% dos casos. Nos pacientes em estágio avançado da doença, não há muito o que se fazer. Por isso, o diagnóstico precoce através de um exame oftalmológico de rotina é fundamental. Hoje, sabemos que pacientes portadores deste tipo de Degeneração Macular se beneficiam de alguns suplementos nutricionais, como Vitamina C, Vitamina E, Zinco e Cobre, Luteína e Zeaxantina.

A Degeneração Macular Úmida ou Exsudativa, por sua vez, pode ser tratada de diversas formas:

Fotocoagulação a Laser: foi um dos primeiros tratamentos instituídos para tentar conter a progressão da  Degeneração Macular. Através da ablação dos neovasos retinianos, é possível limitar o dano causado pelo sangramento desses vasos sanguíneos. Hoje, com tratamentos mais avançados, a indicação da fotocoagulação a laser vem diminuindo significativamente.

Injeção Intravítrea: o uso de injeções intraoculares para o tratamento da Degeneração Macular é um dos campos que mais vêm avançado nas pesquisas científicas e é, hoje, o foco do tratamento da doença. O procedimento dura menos de 15 minutos desde a entrada na sala onde será realizado o tratamento. Após a anestesia por gotas de colírio, são injetados medicamentos da classe dos anti-VEGF, capazes de reduzir a proliferação dos vasos sanguíneos e frear a progressão da doença.

Tratamento Cirúrgico pela Vitrectomia: em alguns casos, há o crescimento de uma membrana sobre a região central da visão, ou abaixo da Retina, que pode ser beneficiada com a sua remoção cirúrgica.

É possível prevenir a doença?

Os óculos de sol com filtros ultravioleta ajudam muito a prevenir o aparecimento das degenerações maculares.

Hoje, também sabemos que existem grupos com maior risco de desenvolver a Degeneração Macular com o passar da idade.

O Tabagismo, a partir de 10 maços-ano (ou seja, ter fumado aproximadamente 1 maço de cigarro por dia por 10 anos, ou equivalente) está ligado a duas vezes mais chances de desenvolver a Degeneração Macular do tipo Úmida. Assim, para evitar a doença, cessar o tabagismo é fundamental. Indivíduos que pararam de fumar há mais de 20 anos têm o mesmo risco de desenvolver a doença que não-fumantes.

Além do Tabagismo, estão ligados ao aumento do risco de desenvolver a doença:

  • Portadores de pressão alta ou Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) ou doenças cardiovasculares;
  • Pessoas da raça branca;
  • Mulheres;
  • Pessoas com obesidade e aumento do colesterol;
  • Portadores de Hipermetropia;
  • Pessoas com olhos claros;
  • História familiar da doença.

Portanto, a cessação do tabagismo, o controle do peso através de uma dieta saudável e prática de atividades físicas regulares, bem como o controle da pressão alta e do colesterol, são importantes medidas que podem prevenir o surgimento da doença ou atrasar o seu aparecimento.

Se você apresenta sintomas da doença ou já tem o diagnóstico e deseja conhecer as possibilidades de tratamento, o IOC tem uma equipe de oftalmologistas experientes prontos para lhe atender, bem como tecnologia de ponta no diagnóstico, avaliação, tratamento e acompanhamento da Degeneração Macular. Agende sua consulta pelo formulário abaixo e venha fazer uma visita!

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