Glaucoma de Ângulo Fechado

Atualizado em: 16 de outubro de 2017

O Glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo e é caracterizado pelo aumento da Pressão Intraocular (PIO), que causa, por sua vez, lesões no nervo óptico, muitas destas irreversíveis. Neste artigo, entenda mais sobre o Glaucoma de Ângulo Fechado, um dos dois tipos de Glaucoma existentes, juntamente com o de Ângulo Aberto.

Glaucoma de Ângulo Fechado

O que é o Glaucoma de Ângulo Fechado?

O interior dos nossos olhos apresenta uma região conhecida por Câmara Anterior. Ela está situada entre duas estruturas bastante conhecidas: a Córnea (a primeira e mais externa lente dos nossos olhos) e a Íris (a região que dá cor aos olhos).

Esta Câmara Anterior contém um líquido chamado “humor aquoso”, cuja produção é realizada pelos corpos ciliares.

Para que a pressão interna dos nossos olhos ou Pressão Intraocular (PIO) mantenha-se constante e não se eleve, o humor aquoso produzido pelos corpos ciliares precisa ser drenado para fora dos olhos. Assim, deve haver equilíbrio entre a produção e a drenagem deste líquido.

Essa drenagem é feita através do chamado Ângulo Iridocorneano, onde estão localizados os canais de Schlemm, responsáveis por remover o humor aquoso para os vasos sanguíneos.

Glaucoma: ângulo Iridocorneano

No Glaucoma de Ângulo Fechado, como o próprio nome já nos sugere, esse Ângulo encontra fechado por algum motivo. Isso pode acontecer pelo chamado bloqueio pupilar, que caracteriza o Glaucoma de Ângulo Fechado Primário, ou ainda por modificações em outras estruturas, como a Íris ou o Cristalino, levando ao Glaucoma de Ângulo Fechado Secundário a tais alterações. A diferença entre esses dois tipos de Glaucoma de Ângulo Fechado deve ser identificada, pois influencia no tratamento da doença.

Causas do Glaucoma de Ângulo Fechado

A modificação anatômica que favorece o aparecimento de uma crise aguda de Glaucoma de Ângulo Fechado se dá pela proximidade da Íris (a parte colorida do olho) da Córnea (a lente externa natural do olho). Entre estas duas estruturas, encontra-se o sistema de drenagem do humor aquoso (o líquido que preenche a cavidade anterior do globo ocular).

Pessoas propensas a esta alteração anatômica, quando têm a pupila dilatada (para um exame oftalmológico, por exemplo), podem entrar em crise aguda de Glaucoma. A presença de Catarata, que aumenta levemente a espessura do Cristalino (a lente interna do olho) também pode desencadear uma crise.

Sintomas do Glaucoma de Ângulo Fechado

Este tipo de Glaucoma pode cursar de modo agudo, quando ataques súbitos de dor (causada pelo súbito aumento da Pressão Intraocular) e perda significativa da visão acontecem e levam o paciente à procura de um oftalmologista, ou ainda de modo crônico, com pouco ou nenhum sintoma, exceto em estágios avançados da doença.

O Glaucoma de Ângulo Fechado agudo acontece por um aumento súbito da Pressão Intraocular. Os sintomas incluem turvação visual, a visualização de halos ou arco-íris ao redor das luzes ou ainda, a perda transitória da visão. Muitos desses pacientes apresentam uma dor intensa localizada no olho, bem como náuseas e/ou vômitos.

No caso do Glaucoma de Ângulo Fechado crônico, as alterações são menos perceptíveis e, apenas em um estágio avançado, surgem a redução na acuidade visual ou a perda da visão periférica, com a visão central preservada.

Como é feito o diagnóstico?

Gonioscopia

O padrão-ouro para diagnosticar o Glaucoma de Ângulo Fechado é o exame chamado Gonioscopia, capaz de avaliar o ângulo iridocorneano em busca de alterações. Este exame é realizado em um local escuro, com o mínimo de luz necessária para visualizar o ângulo.

Além disso, poderá ser feita uma leve pressão na Córnea, para verificar se o ângulo pode ser aberto, o que pode indicar a causa do problema e guiar o tratamento.

Medida da Pressão Intraocular (PIO)

Assim como no Glaucoma de Ângulo Aberto, a medida da PIO através do exame conhecido por Tonometria é um dado importante nos portadores de Glaucoma, tanto para diagnóstico como para acompanhamento da doença.

Na maior parte dos casos, uma Pressão Intraocular superior a 21 mmHg (milímetros de mercúrio) indica hipertensão intraocular.

Exames de Imagem

Existem uma série de exames de imagem úteis na avaliação do Glaucoma de Ângulo Fechado, capazes de oferecer informações adicionais à Gonioscopia. Estes exames incluem:

  • A Biomicroscopia.
  • A Topografia através do método de Scheimpflug, através de aparelhos como o Pentacam Oculyzer, tecnologia avançada disponível no IOC desde 2006.
  • A Tomografia de Coerência Óptica (OCT) da Câmara Anterior, inovadora técnica para avaliação do Glaucoma e de várias outras doenças, também disponível no IOC, desde 2011.

A OCT será especialmente fundamental na avaliação de lesões do disco óptico, que constituem danos irreversíveis causados pelo aumento da Pressão Intraocular tanto no Glaucoma de Ângulo Fechado como no de Ângulo Aberto.

Tratamento do Glaucoma de Ângulo Fechado

Quadros Agudos

Quando os sintomas são súbitos, o objetivo do tratamento é reduzir a Pressão Intraocular (evitando assim mais lesões no disco óptico), a redução da dor e a diminuição do edema de Córnea, quando presente.

Para isso, podem ser usados vários medicamentos como beta-bloqueadores, agonistas alfa-seletivos, mióticos como a Pilocarpina, inibidores da anidrase carbônica, agentes hiperosmolares como o cloreto de sódio a 5% (para reduzir o edema corneano), Prednisolona em colírio, entre outros.

Após a redução das alterações agudas, também deve ser realizada uma Iridotomia, procedimento que evita novos ataques futuros.

Glaucoma Crônico de Ângulo Fechado

Nestes casos, uma série de procedimentos cirúrgicos podem ser indicados, dependendo de cada caso e de uma avaliação oftalmológica cuidadosa:

  • Iridotomia: indicada nos pacientes portadores do Glaucoma de Ângulo Fechado Secundário por bloqueio pupilar (um tipo específico desse Glaucoma).
  • Iridoplastia: onde é realizada uma ablação da região periférica da Íris na tentativa de puxá-la e abrir o ângulo.
  • Extração de Catarata: é um método eficaz em certos casos, pois o Cristalino tem um papel importante na indução do bloqueio pupilar que pode levar ao aumento da Pressão Intraocular.
  • Cirurgias de Filtração: conhecida também por Trabeculectomia, pode ser usada tanto nos ataques agudos que falharam aos outros tratamentos, como em casos crônicos.

 

 

Além destes, uma série de outros tratamentos estão disponíveis para o Glaucoma de Ângulo Fechado.

O mais importante, nesta doença, é realizar uma avaliação oftalmológica adequada em intervalos especificados pelo seu oftalmologista, bem como aderir ao tratamento com colírios prescritos e estar atento a alterações da visão causadas pela doença.

Se você tem algum sintoma de Glaucoma ou já tem o diagnóstico e deseja conhecer as suas opções de tratamento, o IOC tem uma equipe especializada em Glaucoma para te atender e tecnologia de ponta, incluindo a Tomografia de Coerência Óptica e a Topografia de Córnea, capazes de avaliar com grande acurácia as condições da sua doença.

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