Distrofia de Fuchs (Córnea Guttata): tudo sobre

Atualizado em: 29 de novembro de 2018

Em um artigo passado, comentamos sobre o que são o grupo de alterações oftalmológicas conhecidas como Distrofias de Córnea. Nesse artigo, conheça um tipo específico dessa doença, chamada de Distrofia de Fuchs, também conhecida como Córnea Guttata.

Distrofia de Fuchs

Distrofia de Fuchs vista pelo exame de lâmpada de fenda.

O que é a Distrofia de Fuchs?

A Distrofia de Fuchs é um tipo de Distrofia Corneana que tem uma progressão lenta e afeta ambos os olhos. Na maior parte das pessoas acometidas, os sintomas costumam surgir apenas após os 50 a 60 anos. Em alguns casos mais raros, os sintomas podem estar presentes mais cedo, em torno dos 30 a 40 anos. Mulheres são mais comumente afetadas que homens.

A Distrofia de Fuchs é um tipo de Distrofia Posterior de Córnea, afetando a camada da Córnea conhecida como Endotélio, levando a acúmulos de material conhecidos como guttata. Daí, o sinônimo da doença, Córnea Guttata.

Quais são os sintomas?

Devido à sua lenta progressão e surgimento dos sintomas geralmente em torno dos 50 a 60 anos, a Distrofia de Fuchs pode ser encontrada como um achado incidental durante uma consulta oftalmológica de rotina, como por exemplo na avaliação pré-operatória de cirurgia de Catarata ou durante uma simples avaliação para confeccionar os óculos.

Portadores da Córnea Guttata passam a ter sintomas de visão embaçada por acúmulo de água nos tecidos da Córnea, normalmente removido pelas células endoteliais saudáveis.

Essas pessoas geralmente acordam com visão embaçada que costuma melhorar com o passar do dia nos estágios iniciais. Isso ocorre porque, pela manhã, os tecidos da Córnea ricos em água estão mais inchados por conta da redução da evaporação desse líquido, devido ao fechamento das pálpebras à noite. A qualidade da visão pode estar levemente prejudicada e, durante à noite, halos ou glare podem estar presentes. Com a progressão da doença, pode haver visão embaçada que não melhora ao longo do dia.

A Catarata, que costuma surgir também após os 50 anos, pode contribuir com a redução da acuidade visual.

Os sintomas vão variar de pessoa para pessoa e hoje sabemos que são vários os genes envolvidos no desenvolvimento da Distrofia de Fuchs. Assim, algumas pessoas apresentam formas mais avançadas da doença, com sintomas mais importantes e surgindo mais cedo, enquanto outras terão apenas sintomas leves em idades mais avançadas.

Córnea Guttata

Como é realizado o diagnóstico?

A Córnea Guttata ou Distrofia de Fuchs é diagnosticada através de uma consulta oftalmológica. Geralmente, o Oftalmologista lança mão de um exame conhecido por Biomicroscopia, que utiliza a lâmpada de fenda, capaz de detectar a presença de material que leve à opacificação das camadas da Córnea.

Outro exame também muito importante para detectar a Distrofia de Fuchs em fases iniciais é a Microscopia Especular de Córnea, capaz de avaliar a qualidade e quantidade das células presentes no tecido corneano, encontrando assim as alterações características da doença.

Os filhos podem ser afetados?

Sim. A Distrofia de Fuchs é uma doença genética de caráter hereditário, ou seja, pode ser transmitida dos pais para os filhos. Após o diagnóstico em um dos pais, é importante que os filhos realizem exames de tempos em tempos seguindo a recomendação do Oftalmologista, para que possíveis alterações possam ser detectadas de maneira precoce e os melhores tratamentos sejam instituídos.

Tratamento

Como os sintomas da Distrofia de Fuchs são originados por conta do inchaço e acúmulo de líquidos na Córnea, os tratamentos não-cirúrgicos incluem medidas para reduzir a presença de líquidos nesse tecido. Isso inclui o uso de colírios tópicos com solução salina hipertônica ou o uso de secador de cabelo para desidratar o filme lacrimal pré-corneano. Lentes de contato terapêuticas também podem ser receitadas.

O tratamento definitivo é cirúrgico, lançando mão do Transplante de Córnea, que está indicado nos pacientes com fases avançadas da doença ou de progressão mais rápida, geralmente com presença de Edema de Córnea significativo. Nesses casos, podem ser utilizados dois tipos diferentes de transplante: o Transplante Penetrante de Córnea (DSAEK) ou o Transplante de Endotélio de Córnea (DMEK).

Se você recebeu o diagnóstico de Distrofia de Fuchs e deseja avaliar os tratamentos disponíveis, agende sua consulta no IOC através do formulário abaixo. Nós contamos com uma equipe experiente de especialistas em Córnea que serão capazes de avaliar seu quadro e definir os melhores tratamentos, dentro da nossa clínica.

Os pacientes portadores de Distrofia de Fuchs precisam operar a Catarata com cirurgiões experientes, para que o trauma cirúrgico seja o mínimo possível, evitando assim o aparecimento do Edema crônico de Córnea. Venha falar com um dos especialistas em cirurgia de Catarata do IOC. Nossa equipe está preparada para o tratamento de casos delicados como o seu.

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