Distrofias de Córnea

Atualizado em: 29 de novembro de 2018

Neste artigo, conheça os diferentes tipos de Distrofias Corneanas ou Distrofias da Córnea, o que elas são, que sintomas ocasionam em seus portadores e como é realizado o diagnóstico e tratamento dessas doenças que afetam a Córnea.

Distrofias Corneanas

O que são as Distrofias Corneanas?

A Córnea é um tecido transparente e fino, localizado na porção anterior do nosso olho e que tem basicamente duas funções: além de servir como barreira protetora contra microorganismos, poeira e materiais irritantes, ela também serve como uma lente, realizando a refração dos raios de luz, para que possam atingir a Retina e gerar a visão.

As doenças conhecidas por Distrofias da Córnea são um grupo de alterações genéticas, geralmente progressivas, onde material opaco se acumula em alguma das cinco diferentes camadas da Córnea, reduzindo a sua transparência e, assim, podendo prejudicar a visão.

Quais são os sintomas?

Alguns portadores de Distrofias de Córnea podem ser assintomáticos, enquanto outros apresentam um grande comprometimento da visão devido à opacificação da Córnea.

A maior parte das Distrofias Corneanas costuma ser bilateral (acomete ambos os olhos) e de lenta progressão. Familiares com o mesmo problema são comuns, pois a maior parte dessas doenças apresenta hereditariedade autossômica dominante (é necessário apenas um gene alelo para causar a doença).

As Distrofias de Córnea levam à erosões corneanas, que podem causar os seguintes sintomas:

  • Dor nos olhos, que pode ir desde um leve desconforto até dor intensa;
  • Aumento da sensibilidade à luz (Fotofobia);
  • Sensação de corpo estranho nos olhos;
  • Visão embaçada.

A idade para surgimento dos sintomas e a velocidade de sua progressão variam de acordo com o tipo de Distrofia envolvida.

Tipos de Distrofias

Antigamente, as Distrofias eram classificadas de acordo com suas características histológicas. Hoje, com a evolução da ciência Genética, as Distrofias são classificadas de acordo com os genes que sofreram mutações ocasionando o surgimento da doença e sua localização no DNA.

Distrofias Anteriores de Córnea

Esse grupo de Distrofias afeta as camadas mais externas da Córnea, que inclui o epitélio, a membrana basal epitelial (uma fina camada que separa as células do epitélio das camadas mais internas da Córnea) e a membrana de Bowman. Incluem basicamente 5 distrofias principais:

  • Distrofia da Membrana Basal Epitelial
  • Distrofia de Lisch
  • Distrofia de Meesmann
  • Distrofia de Reis-Buckler
  • Distrofia de Thiel-Behnke

Distrofias Estromais de Córnea

São alterações que afetam a porção do Estroma da Córnea. Algumas dessas alterações podem progredir e afetar outras camadas corneanas. O Estroma é a camada mais grossa da Córnea, que consiste em água, fibras de colágeno e outros tecidos conectivos. Ela é a responsável por oferecer resistência, elasticidade e transparência à Córnea, três características fundamentais para seu funcinoamento correto. Esse grupo inclui:

  • Distrofia Corneana Gelatinosa em Gota
  • Distrofia Corneana Granular Tipo I
  • Distrofia Corneana Granular Tipo II (Distrofia de Avellino)
  • Distrofia Lattice Corneana Tipo I
  • Distrofia Lattice Corneana Tipo II
  • Distrofia Macular Corneana

Distrofias Posteriores de Córnea

Afetam as camadas mais posteriores da Córnea, que incluem a membrana Descemet e o Endotélio. Essas camadas são as mais próximas das porções internas do olho. Assim como acontece nas Distrofias Estromais, as Distrofias Posteriores podem progredir e afetar outras camadas corneanas. Incluem:

  • Distrofia Endotelial de Fuchs
  • Distrofia Endotelial Congênita Hereditária
  • Distrofia Posterior Polimórfica
  • DIstrofia Cristalina de Schnyder

Além destas Distrofias citadas, muitas outras já foram classificadas.

Diagnóstico

O diagnóstico das Distrofias de Córnea deve ser suspeitado para qualquer pessoa que apresente algum tipo de opacificação nos tecidos da Córnea que tenha surgido de modo espontâneo, ou seja, sem causa aparente. Assim, para detectar a doença, após o surgimento dos sintomas é importante consultar um oftalmologista.

A presença de uma Distrofia de Córnea pode ser um achado incidental em alguns pacientes, durante um exame oftalmológico de rotina. O exame dos olhos com uso da lâmpada de fenda (Biomicroscopia) auxilia no diagnóstico.

A característica dessa opacificação pode sugerir o tipo de alteração genética envolvida e a presença de familiares com sintomas similares, com ou sem um diagnóstico específico, também reforçam a possibilidade de ser uma Distrofia Corneana. Análises genéticas podem ser empregadas para realizar o diagnóstico correto.

Como é realizado o tratamento?

Depois do diagnóstico, o tratamento varia de acordo com o tipo de Distrofia envolvida. Os pacientes que apresentam pouco ou nenhum sintoma podem não necessitar de nenhum tratamento específico, sendo apenas acompanhados com exames oftalmológicos de tempos em tempos para acompanhar a progressão da doença.

Para portadores de sintomas, é possível lançar mão de uma série de formas de tratamento, que vão desde o uso de colírios e pomadas oculares até o tratamento a laser e o Transplante de Córnea nos casos mais avançados. No caso de erosões da Córnea, podem ser usados colírios lubrificantes, pomadas, antibióticos e lentes de contato especiais.

O tratamento a laser inclui a Ceratectomia Fototerapêutica, com uso do excimer laser, que poe remover algumas das anormalidades no tecido da Córnea.

Se você recebeu um diagnóstico de Distrofia de Córna ou está apresentando sintomas como visão embaçada, dos ocular, sensibilidade à luz ou outros sintomas oftalmológicos, agende sua consulta no IOC através do formulário abaixo e venha fazer uma avaliação com nossos profissionais experientes na área. Estaremos aguardando por sua visita.

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